terça-feira, 19 de junho de 2012

edição 85

Clik na imagem para baixar versão em PDF


Piquete 121 Anos (Reinaldo Cabral)





Piquete completa 121 anos no dia 15 de junho e comemora com seu tradicional desfile cívico, um dos mais belos da região. O Bairro de Piquete pertenceu à cidade de Lorena até o ano de 1891, quando se  transformou em vila e, oficialmente, no ano 1915, em cidade. Localizada à 17 km de Lorena, com acesso pela rodovia BR-459 ligando Lorena a Itajubá, está com acesso à rodovia presidente Dutra, e  a SP-183 a  Christiano Alves da Rosa, a qual liga à cidade de cruzeiro.


Quando alguém da  região e de outras cidades se recorda de Piquete, provavelmente a maioria deve lembrar-se do “Pico dos Marins” e do enigmático caso do desaparecimento de um menino escoteiro, até hoje não desvendado, ou associar a cidade a   IMBEL – “Indústria de Material Bélico do Brasil”, a qual foi a grande responsável pela estruturação da cidade no inicio do século XX, empregando milhares de seus moradores e também de outras vizinhas, vivendo assim várias décadas de glórias, quando foram erguidos muitos edifícios em estilo neocolonial, como cassinos, clubes recreativos, prédios educativos e outros que serviram de cinemas.  Sob a influência militar que imperava na cidade por ser uma área considerada de segurança, alguns prédios desses, atualmente, estão cedidos à municipalidade.
Uns dos mais conhecidos da região que se tornou  cartão postal da cidade é o “Clube Elefante Branco”, o qual  acolheu muitos valepaibanos em seus grandiosos eventos. Este prédio de propriedade da IMBEL esteve cedido à prefeitura que o revitalizou na gestão municipal de 2005 a 2008. Porém, o tempo foi implacável com o “Tradicional Elefante Branco” e hoje, novamente abatido e alaranjado, está com suas portas fechadas. Na área interna da IMBEL estão outros prédios entre os quais o Memorial Rodrigues Alves, em ótimo estado de conservação, com mostra de antigos equipamentos de produção bélica e uma linha de tempo com fotos à disposição dos turistas.
Não temos informações de leis de proteção e preservação visual aos  prédios externos da área da IMBEL, os quais são um patrimônio cultural e histórico para a região e ao Brasil.

O tempo segue, a fábrica de Pólvora já não emprega os quase 5 mil profissionais de uma cidade que tinha 15 mil habitantes nos meados do século XX.

De forma natural, por sua beleza e proximidade com a Serra da Mantiqueira, a cidade é reconhecida como “Cidade Paisagem”. Além de seus amplos aspectos culturais baseados em sua origem, através de suas trilhas para os que vinham do estado de Minas Gerais e se aportavam na cidade, portal do vale do Paraíba, foram-se agregando elementos e surgindo suas referências culturais espontâneas e assim surgindo suas tradicionais festas, tanto as das devoções aos santos quanto as profanas. E os cavaleiros,  sempre associados a esse cenário.
Surge, então, a Festa do Tropeiro, que é realizada no mês de julho, ligada com a Festa do Peão intitulada de “Piquetão”. Essa última, mais de aspecto comercial, porém bem aceita e compreendida, com seus shows e artistas sertanejos e pops de plantão, com suas cervejas e  calabresas.

Ainda na área cultural, a cidade de Piquete realiza uns dos eventos carnavalescos dos mais diferenciados, com os tradicionais “Boizinhos de Piquete”, quando a criançada corre pelas ruas com fantasias de “cabeças de bois”. Evento esse que conta ainda com blocos e pequena escola de Samba, cujos enredos sempre foram associados à vivência e história locais. A cidade recebe milhares de visitantes no período carnavalesco.
Entre as demais demonstrações culturais estão os Grupos de Jongo, a tradicional Festa de são Miguel, padroeiro da cidade,  as festas dedicadas aos santos, os eventos religiosos, corpus christi e outras.

Ultrapassando as abóbodas do Pórtico,  o visitante se aporta na tradicional Praça “Duque de Caxias”, com seus quiosques, suas palmeiras e aquele tranquilo banco interiorano, ao lado do  recinto de eventos, com 16 mil metros quadrados e sua boa infraestrutura. Pousadas e bons restaurantes estão a serviço dos turistas. Por fim, cidade de gente acolhedora, que se projeta para o futuro como município de fortes elementos turísticos, está inserida no "Circuito Mantiqueira". No esporte regional foi representado pelo futebol do “Estrela” com suas memoráveis jornadas esportivas. Atualmente, tem um filho ilustre no esporte nacional, o Jogador de futebol “Triguinho”, o que jogou em clubes internacionais e nos nacionais mais reconhecidos.

Por fim, mais uma cidade do Vale do Paraíba que inspira as crônicas, que sempre trazem uma antiga estação ferroviária, guardando suas pitorescas  histórias romanceadas  ou as duras despedidas de seus heróis que enfrentaram, nas trincheiras, as explosões  e o fogo do “Dragão”.  

Porém, a linha férrea que conduz a essas lembranças... Hoje está apenas nas memórias... Os ferros e os dormentes dessa trilha... o “tempo levou” e se descuidarem levam os que ainda restam!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Cinco Anos Depois...

O dia 12 de maio daquele ano nos presenteou com um sábado muito bonito e um céu totalmente azul para receber o Papa Bento XVI. Vista pelo mundo neste dia especial, a minha vizinha Potim recebeu e acolheu, de forma calorosa, centenas de visitantes do Brasil e de vários países. Já nas primeiras horas da manhã havia no ar um clima festivo e contagiante. Na noite anterior, tinha acontecido na Praça Francisco de Assis Galvão (Raspadão) uma grande missa campal em louvor à beatificação de frei Galvão, o santo brasileiro, que provavelmente também deve ter passado pela cidade de Potim.
Neste ponto, não posso deixar de recordar um convicto morador. Ele sempre me para pelas ruas e reclama que quer uma reportagem para dizer que frei Galvão foi batizado em Potim.
Também visitei o Centro Paroquial, local que abrigava centenas de pessoas de várias cidades, tanto brasileiras quanto de outros países da América Latina. Por lá, esses visitantes se reuniam para alegres cantorias ao som dos violeiros da cidade de Mauá, sempre acompanhados dos fortes e bravos vocais paraguaios e argentinos que, ao menos dessa vez, não eram nossos adversários em futebol e, sim, nossos irmãos na mesma fé. Tudo se traduziu em um belo coral de cantos religiosos e, por que não, populares. De forma inteiramente espontânea, uma verdadeira festa de nações ocorria durante as hospedagens. Aos hóspedes foram carinhosamente oferecidos café, almoço e jantar, tudo sem custo. Pude perceber que o que se destacava era a gentileza do povo do interior, o amor dos membros das pastorais que passaram a madrugada aguardando o dia clarear para melhor “servir e acolher”.
No Raspadão, lugar de destaque, foram instaladas supertendas para proteger do sol, além de alas especiais para idosos e água gratuita para todos, pois o dia prometia muito calor. No palco decorado com cores dourada e branca, jovens exaltados e emocionados também cantavam o Hino do Papa (“Bem-vindo o que vem em nome do senhor''). Cantavam e exaltavam: “Bento é mais que dez!!, Bento é dezesseis!!”. Padre, prefeito e outros políticos também se faziam presentes. O sol brilhava. Na pele do rosto, suores se misturavam com lágrimas de emoção. Com semblantes alegres, adultos e crianças balançavam as bandeirinhas de tons azuis, saldando como irmãos à porta de casa à espera do pai. “Ontem eu vi o Papa em Aparecida. Parece um santo”, dizia uma senhora que estava ao meu lado. Na feliz espera, grandes aves pairavam sobre a praça: lentes que registravam e vigiavam os ingênuos movimentos.
E lá veio o comboio. Minutos depois, outra voz: – Ué... Ele já passou? Tudo deu certo naquele inesquecível e histórico sábado de 12 de maio de 2007. Prova de que para acolher bem basta organização, preparação e, principalmente, ação conjunta, Potim, município-menino, cidade à época de apenas 16 anos, destacou-se como a cidade mais acolhedora dos irmãos latinos... Feito que somente um hotel com “16 estrelas” pode oferecer.
Pensei: naquele tempo, quando isso começou na tão distante Jerusalém, com um homem de pura simplicidade e bondade, sem arrogância... Isso sim é bonito. Potim, no próximo dia 19 de maio, completará sua “maioridade”, ou seja, 21 anos de emancipação. Parabéns!! E que o Papa volte...
Lembrei-me então, daquela voz “Ué... Ele já passou?”. Sim, passou. Mas, quem ele representa já está tão perto de nós. E, às vezes, nem percebemos... Cinco anos depois.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Edição 83 Abril 2012

Clik na imagem para obter o Link para baixar versão em PDF
Boa Leitura!

(Reinaldo Cabral)

Nossas breves crônicas, aqui nessa página, são voltadas a vários temas: poéticos, turísticos, bucólicos, etc. Mas, nessa edição, quero sucintamente comentar sobre alguns fatos que vêm à tona, relacionados à corrupção em diversos setores. Em um tempo que sou bombardeado por denúncias, ora comprovadas, ora ainda não, a exemplo de esconder dinheiros em cuecas e meias, os anestésicos mensalões e mensalinhos, que apagam da memória dos corrompidos e corruptores, que traíram os compromissos assumidos com o povo que, na sua maioria, acreditou em suas honestidades, embora, infelizmente, uma minoria talvez soubesse das desonestidades. Mas, quando se é cooptado e troca sua liberdade de consciência por objetos e venda de voto, talvez esteja aí o inicio do mal.

E ainda há homens públicos que se utilizam de manobras para ocultar seu enriquecimento ilícito “da noite para o dia”, acreditando que não terá que se justificar no futuro, e pior, à custa de desvios de verbas públicas e superfaturamentos, que resultam em péssimo serviço público, o que causa ausências primordiais do que é de direito, até mesmo constitucional, de um cidadão.

Falar em julgamento divino para esses, no momento parece-me difícil fazê-los compreender. O segundo pecado capital neles se impregnou. Mas, de forma equilibrada, temos que ter o discernimento para não precipitarmos nos julgamentos dos bons, decentes e honestos homens públicos, que por vezes são mal assessorados. Por fim, novas eleições estão chegando, como resultado da democracia, a qual foi conquistada com muito sangue e sofrimento. Comece a analisar, mesmo que tais políticos sejam amigos que “presenteiam com um pirulito”, abraço, tapinha nas costas ou um beijo no rosto.

Também traido, verdadeiramente nosso melhor amigo, morreu na cruz há 2012 anos. Pois, do Judas nem cristo escapou.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Edição 82

Clik na imagem para baixar a versão completa em PDF



Por Reinaldo Cabral

Roseira completa 47 anos, no dia 21 de março e eu cá a preparar uma rápida crônica para essa edição, resgato, então, lá nos arquivos quase que compactados de minha memória, onde estão minhas primeiras lembranças dessa simpática cidade, e com certeza, também, as primeiras lembranças de tantos outros contemporâneos. Em todo início de adolescência buscamos para além de nossas janelas e quintais. Uma estrada tranquila. O Destino era Roseira, e lá íamos nós. Onde aportávamos, havia os manguezais e ancorávamos nossas “magrelas-Bicicletas”, e em suas sombras as horas pareciam não ter fim.

Não quero poetar, mas acima “exalava” o azul, as abelhas em busca do néctar. O doce, o som do pequeno riacho fazia o acompanhamento dos pássaros, e as borboletas nos rodeavam. Com o passar do tempo os destinos foram às praças nas domingueiras noites de Roseira, tempo dos cinemas nas praças. E as drogas não nos atordoavam. E assim foi se um tempo.

Há um charme em Roseira, com seu rio de margens apedrejada, suas luminárias, sua ampla praça com o nome do Papa João Paulo II, sua avenida principal, floridas no canteiro central, a qual dá acesso à matriz e à Praça Santana, o aconchegante “empório, cafeteira” e uma linha férrea guardando a estação de um tempo quase perdido.

Coincidentemente, no acesso ao Bairro do Bonfim, encontramos o cemitério e a calmaria do Mosteiro dos Oblatos em Cristo. Próximo ao caminho empoeirado do príncipe, hoje transformado em negro asfalto. As mariquinhas não as vi. E a árvore centenária ainda resiste.

Nas fotos do "arquivo saudade" estão o Bairro do Pedro Lemes, onde fotografei o senhor dos olhos azuis, que recentemente se despediu de nós, apenas fisicamente; a igreja de Nossa Senhora da Piedade, quando do retorno das festas do Bonfim; as festas de agosto de Roseira Velha, suas rosas, suas velas, sua procissão, seus andores, quando a tarde se entrega à noite e ao lume das estrelas.

Por fim, cidade acolhedora onde fiz e faço amigos, por aí e por lá, entre eles, o poeta, o homem público, o político, policial, o empresário, o comerciante, o padre, o ex-jogador de futebol e tantos outros profissionais que constroem. E claro, espero a amizade de quem lê essa singela crônica em homenagem aos 47 anos de Roseira .

Você!

Dedico essa crônica ao poeta Roseirense ‘Tamir’

sábado, 10 de março de 2012

Secretário Estadual José Aparecido, diz que a região metropolitana do Vale do Paraíba, está onde concentra 67% do PIB nacional.

Arte em muros na entrada de Aparecida.

A Academia Happy Day de Aparecida, com a consciência do melhor paisagismo em muros do seu prédio, convidou artistas da região para criarem...

Lançamento do Livro "Pelos Caminhos da Estrada Real"