quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Nota de falecimento

É com imensa tristeza, que comunicamos o falecimento do Professor,  Jornalista e Chefe de Gabinete da Prefeitura de Potim, José Roberto de Toledo Piza.
O corpo será velado na Câmara Municipal de Aparecida e o Sepultamento também será no Cemitério de Aparecida.






Os belos textos  e as flores sempre voltam...

Nessa manhã fui informado do falecimento do nosso amigo, professor e jornalista José Roberto de Toledo Piza, colaborador e incentivador do nosso trabalho jornalístico frente ao Comunicação Regional.
Dono de um estilo belo e elegante, sempre nos enviava textos dedicados a várias personalidades contemporâneas e a seus amigos e parceiros de vivência. Aparecida e região perde mais um forte guardião da história: uma pessoa que deixará saudade.  Saudade igual a que já tenho dele, nesta manhã de setembro. (Reinaldo Cabral).

José Roberto de Toledo Piza – Um exemplo de trabalho, perseverança, honestidade e humildade
01/08/1946 – 29/09/2010

   Filho do casal Antonio de Toledo Piza e Maria Eunice de Castro Piza, natural de Guaratinguetá, faleceu e foi sepultado em Aparecida, com 64 anos de idade. Era casado, residente em Aparecida e pai de 06 filhos – 04 meninas e 02 garotos (um faleceu ainda menino).
   Piza era professor de Ciências e jornalista profissional.  
   Durante sua vida foi: escrevente Autorizado do Cartório do 2° Ofício de Notas e Anexos de Aparecida e depois, Oficial Maior do Cartório.
Exerceu também, o cargo de professor de Ciências, Desenho e Matemática, do então famoso Ginásio “Padroeira do Brasil”, de Aparecida.
Na política, Piza começou cedo e foi “subindo pouco a pouco”. De  Auxiliar encarregado da Secretaria da Prefeitura de Aparecida, foi, a secretário substituto, chegando a secretário da prefeitura de Aparecida e depois, a oficial de gabinete dos prefeitos de aparecidenses: Vicente de Paulo Penido e Alfredo Bourabeb; tendo ainda, exercido a Assessoria de Planejamento e a direção do SAAE – Serviço Autônomo de Águas e Esgotos.
Na sua trajetória política, foi bem mais alto: assessor do delegado federal de Agricultura do Estado de São Paulo, André Broca Filho: diretor geral da “Exposição de Aparecida do Ministério da Agricultura”, que funcionou no sub-solo da Basílica Nacional de N. S. Aparecida; assistente de Pesquisa do CEPAM – Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal – Fundação Prefeito Faria Lima, (Cidade Universitária) em São Paulo; assessor do secretário de Estado de Relações de Trabalho, deputado Luiz Benedicto Máximo: assessor Técnico de gabinete e coordenador da Assessoria Política do presidente da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, deputado Luiz Benedicto Máximo; assistente de Gabinete do deputado Luiz Benedicto Máximo, na ALESP. São Paulo. Em 1995, foi secretário Parlamentar do deputado federal Luiz Beneditcto Máximo.
Em Aparecida, além de política, participou de vida do município como:
Fundador, acionista e diretor-gerente da Rádio Monumental de Aparecida;
diretor e acionista da Imobiliária Toledo Piza & Lott Imóveis de Aparecida; fundador e redator chefe do Jornal “O Aparecidense”, que circulou na região em dois períodos:1968 a 1972 e de 1984 a 1985.
Na política local, ele ocupou cadeira na Câmara Municipal como vereador por duas vezes: 19/03/85 a 31/12/88 e de 01/01/89 a 31/12/92.
Como colaborador, foi diretor artístico da Rádio Monumental de Aparecida.
Atuou também com destaque em Potim, 1º como Diretor Técnico Administrativo da Câmara Municipal de Potim (07/1995 a 04/2001 e de 01/2005 a 12/2009; 2º como Chefe de gabinete do prefeito de Potim, Benito Carlos Thomaz (01/01/2010 à 28/09/2010).
·    José Roberto Piza, tinha um grande orgulho – o de haver recebido o título de “Cidadão Honorário e Benemérito Aparecidense” (17/12/1986, dizendo sempre que: “Aparecida é minha terra querida”.
Excelente relacionamento político e social, ele pautou sua vida com invejável e considerável folha de serviços prestados, não só aos municípios, mas principalmente as pessoas que o procuravam, sem distinção de classe social, credo ou cor. Para ele todos eram iguais.
 Ele sempre manteve postura humilde, nunca alardeando suas reais qualidades e capacidade, razão pela qual, possuía centenas de leais amigos e admiradores, sem cultivar sequer um inimigo.
Para nós foi uma honra tê-lo como amigo e companheiro ao longo dos anos, quer na área jornalística, quer na troca de idéias e ideais. Aprendemos muito com a experiência, educação e profissionalismo de José Roberto de Toledo Piza, para nós: UM EXEMPLO DIGNO DE SER SEGUIDO. (Jornalista José Tadeu Ferreira)
Reproduzimos abaixo sua mais recente colaboração para o Jornal Comunicação Regional.
RENATO CHAD, UMA VIDA INTEIRA DEDICADA AO PROGRESSO DE APARECIDA.

José Roberto de Toledo Piza

                  Foi em 1958, quando a Seleção Brasileira foi Campeã Mundial na Suécia e o mundo conheceu aquele que se tornaria o maior jogador de futebol do mundo, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, que o Colégio La Salle, da Congregação de São João Baptista de La Salle, iniciou suas atividades na terra da Padroeira do Brasil, mais precisamente no prédio onde funciona atualmente o Colégio Millenium, na Avenida Barão do Rio Branco.

               Lembro-me com saudade e dotado de forte emoção dos colegas e dos irmãos Lassalistas que vieram do Rio Grande do Sul à Aparecida para proporcionar aos Aparecidenses, Guaratinguetaenses  e estudantes de outros centros, um ensino de qualidade e de fundamental alicerce cristão.

              No ano seguinte, cheguei de Campinas, e juntamente com o meu irmão Marco Antonio, passamos a estudar no Colégio La Salle, dirigido pelo Irmão Vito Sebastião, o qual contava com o apoio competente de Irmãos professores, extraordinários, Irmão Jorge Caio, Irmão Caetano, Irmão Belarmino, Irmão Rafael e Irmão Benildo.

           Depois de vários anos, o Colégio La Salle, que teve uma Banda Musical Campeã Brasileira, que marcou época, fez história e deixou saudades, foi para nossa tristeza desativado.

             O então Diretor Irmão Vito Sebastião, deixou a Congregação e passou a usar seu próprio nome, o de Gentil Vian, que além de professor e educador de rara competência, foi Vice-Prefeito de Vicente Penido, também seu Assessor de Planejamento e depois Vereador à Câmara Municipal de Aparecida.

              Afinal, esta introdução foi feita para que fosse possível se  escrever algumas modestas linhas a respeito do prezado amigo e empresário Renato Nagib Chad, nascido no dia 11 de agosto do ano de 1947.

              Renato Chad, nasceu na cidade de Lorena, uma vez que, sua querida genitora Mathilde Mathias Chad, era assistida pelo médico Dr. Getúlio, cujo consultório funcionava na terra das palmeiras imperiais.

                Nasceu em Lorena, voltou logo para sua Aparecida, juntamente com seus pais Nagib Chad e Mathilde Mathias Chad.

             Criou-se como todos os descendentes libaneses, na Praça Nossa Senhora Aparecida, Rua Monte Carmelo, Travessa 17 de Dezembro e Rua Major Martiniano, hoje, Vereador Oswaldo Elache.

                Em 1959, o Renato e seus saudosos primos Afonso e Carlos Roberto Chad, o Carlos Bolinha, que chegou a ser Vice-Prefeito de Aparecida, estudavam no Colégio La Salle, e eram carinhosamente conhecidos e tratados como sendo “os turquinhos ricos de Aparecida”. Na verdade, não sei como tudo começou, os libaneses e seus descendentes eram chamados pelos aparecidenses de turcos e seus filhos de turquinhos.

                 Eu, também era colega dos três “turquinhos”, especialmente quando precisava de algum trocado para comprar um salgado ou mesmo um pequeno guaraná caçula no barzinho do Colégio, instalado com muito carinho pelo Irmão Jorge Caio.

                  Pois bem, o Renato cresceu, casou-se com a Senhora Áurea Isabel Teixeira e teve dois filhos: Frederico Augusto e Patrícia Aparecida.

                  Formado em economia e Administração de Empresas, Renato Chad, é empresário nas áreas de: Restaurante, Loja e Hotel, tendo uma visão muito ampla a respeito da importância do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida e do potencial que ainda tem a explorar no campo turístico a nível nacional e internacional.

                  Defensor intransigente na busca de um intercâmbio cultural, turístico e religioso com os grandes Santuários Marianos do Mundo, Renato Nagib Chad, que já foi candidato a Prefeito de Aparecida, que embora não tenha conquistado uma vitória no pleito que disputou, jamais, e em tempo algum, deixou de mostra-se cavalheiro, fino e educado, no trato com seus companheiros e adversários.

                   Ai está portanto, o perfil de um homem que ao longo de sua vida tem demonstrado a importância do amor e do trabalho na formação da família e dos nobres valores, que contribuem para a formação e o crescimento de uma sociedade realmente saudável e progressista.                                              

                   Renato Chad, receba esta modesta homenagem: Aparecida, agradece seu empenho em favor do seu desenvolvimento social, turístico e econômico.


DITO FILINHO, O VERDADEIRO ANJO DA GUARDA DOS APOSENTADOS

José Roberto de Toledo Piza


                                               No final do século XIX chegou e veio para ficar em Aparecida, oriundo da histórica cidade de Bananal, o casal Sebastião José da Silva Sobrinho (Filinho Nogueira) e Adelina Aguiar da Silva, de origem portuguesa, que aos cinco anos de idade mudou-se com a família para o Brasil.

                                               Dessa união abençoada, nasceram vinte filhos, sendo que, o segundo a nascer, recebeu o nome de Benedito José da Silva, o único filho que não teve Nogueira no nome, mas passou a ser conhecido e tratado por Dito do Filinho Nogueira ou simplesmente Dito Filinho.

                                               Nascido aqui na terra de Nossa Senhora Aparecida, em 23 de março de 1929, já com seus 81 anos de idade e gozando de invejável saúde e disposição, Dito Filinho, no curso de sua portentosa existência construiu com acendrado amor e determinação ao trabalho, uma vida inteiramente dedicada à família e à comunidade em geral.

                                               Casado com a Professora Mirna Maria Plentz da Silva, de origem germânica, é pai de sete filhos, três homens e quatro mulheres, sendo que uma é de criação e do coração.

                                               Contador e Advogado, o Dr. Dito Filinho, foi Sub-Procurador Jurídico da Prefeitura Municipal de Aparecida, no período de 1993 a 1998.

                                               No ano de 1992 foi eleito Vereador à Câmara Municipal de Aparecida e durante a Legislatura da qual fez parte destacou-se pela apresentação de proposituras de elevado alcance social e assistencial, senão vejamos:

                                               - Isenção do IPTU para aposentados de baixa renda. A Lei de sua autoria continua em vigor.

                                               - Pagamento de benefícios de periculosidade e insalubridade aos funcionários que corriam riscos e não recebiam os 25% que tinham direito.

                                               - Adicional noturno de 20% aos vigias que trabalhavam a noite e não recebiam.

                                               - Construção de banheiros, masculinos e femininos, bem como, do palco de eventos atrás da Igreja de São Benedito, hoje, em pleno funcionamento.

                                               E numa vida realmente regada com a água mais pura e cristalina, a mais importante e significativa missão cumprida pelo nosso Dito Filinho, por mais de vinte anos, foi indiscutivelmente, a de representante em Aparecida do antigo INPS – Instituto Nacional de Previdência Social, hoje, INSS.

                                               Durante pouco mais de duas décadas, Dito Filinho atendeu em seu escritório do INPS, localizado à Rua Anchieta, na região central da cidade, centenas de cidadãos que buscavam a sua aposentadoria, seu afastamento médico e tudo mais que a legislação previdenciária exigia.

                                               Não foram poucas as vezes que teve inclusive que recorrer ao trabalho voluntário de seus filhos para colher assinaturas, impressões digitais, entrega de carnês e pagamento de passagens, para que, contribuintes impossibilitados e sem recursos financeiros se dirigissem à Agência do INPS de Guaratinguetá buscando a complementação de seus processos.

                                               Quantas aposentadorias foram consumadas?

                                               Quantas pessoas foram atendidas em momentos difíceis de suas vidas?

                                               Enfim, Dito Filinho, realizou durante toda a sua vida uma verdadeira obra de bons serviços e amor ao próximo.

                                               Prezadíssimo amigo Dr. Benedito José da Silva, Dito Filinho, que estas modestas linhas sirvam carinhosamente para expressar a nossa mais elevada consideração, respeito, admiração e apreço à sua pessoa e aos seus dignos familiares.

                                               Dito Filinho, com certeza, Aparecida orgulhosa, ser-lhe-á eternamente Grata!

                                               Embora com atraso, parabéns pelo seu aniversário e muitos anos de vida!





terça-feira, 21 de setembro de 2010

Relembrando - Os guardinhas

Reinaldo Cabral

“Esquerda, volver!”

Foi a primeira lembrança ao ver algumas fotos antigas que chegaram à redação do Jornal Comunicação Regional. Fotos de um tempo que marcou época e história em Aparecida: a instituição chamada de Guarda Mirim, conhecida carinhosamente por “guardinha”, composta por crianças que hoje se tornaram pais e avós. E de vez em quando, por acaso dos encontros de um tipo de velha guarda oculta, vem os diálogos saudosistas desse projeto que começou em meados dos anos 50. O guardinha de número “40” bem sabe.

De acordo com registros, a Guarda Mirim foi fundada no dia 10 de março de 1954, por iniciativa da professora e historiadora Conceição Borges Ribeiro Camargo, que se manteve à sua frente até 1964, com a finalidade educacional e ocupacional dos adolescentes. Entre as ocupações dos guardinhas de Aparecida, estava a de vigiar veículos, orientar e informar os romeiros quando da visita ao museu de Nossa Senhora, dirigido, tempos depois, pela citada profª. Conceição.

Segundo depoimentos, as primeiras instruções foram aplicadas onde hoje é a rodoviária, em um tipo de galpão comercial no qual acontecia uma feira semanal.

Nascia em Aparecida o propulsor dos projetos que se seguiriam anos depois, a exemplo do Núcleo de Apoio ao Adolescente, amparado no estatuto da criança e do adolescente, e o atual CIFAC (Centro Integral de Formação ao Adolescente e da Criança).

Além de sua fundadora estar a frente, havia também a necessidade de que alguém fosse o orientador e coordenador daquelas dezenas de adolescentes. Nessa atuação, estiveram junto à fundação homens que tinham formação militar, como o Sargento Aristeu. Tempos depois vieram os cabos Silva e Chicão e o Sargento Mario. Havia uma hierarquia e alguns meninos tinham as divisas de cabos e sargentos.

Logo após a primeira fase foi fundado o Instituto Educacional Mirim de Aparecida, que acolheu a estrutura da primeira fase da guardinha. O Instituto foi composto por diretoria e presidente. Roberto Reis Castro e Aziz Chad foram os baluartes dessa fase com o apoio de muitos aparecidenses. Hoje um deles descansa na Casa Rosa

Conviviam juntos dos Guardinhas, os chamados “engraxates”, que ocupavam a mesma sede e disciplinas regimentais militares exigidas aos guardinhas. Marcha diária, corte de cabelo, o uso do quepe eram exigências, o que contrariavam alguns, pois a moda era dos cabeludos, influenciada pela onda da época.

Os uniformes dos guardinhas tinha a cor amarelo claro; já dos engraxates a cor era o cinza (e uma lembrança do azul), que por sinal era mais barato.

A meu ver, havia uma rivalidade juvenil oculta: Guardinha versus Engraxate.

Os Engraxates e Guardinhas eram bem organizados, cada qual tinha seu ponto com rodízio periódico. A época também colaborava com o faturamento, os sapatos bicos finos era o auge da moda, mas o que alegrava a garotada de engraxates eram as botas sanfonas e envermelhadas dos romeiros que se hospedavam nos hotéis de Aparecida. Já os guardinhas eram os responsáveis pelas vendas de adesivos com os quais os visitantes tinham a vigilância de seus veículos. Uma gorjeta caía bem nos bolsos com a estampa da instituição. Um Triângulo e um Cão e as palavras “Honestidade, Lealdade e Igualdade. Época que não havia essa coisa de pagar forçadamente para não ter seu carro arranhado nos estacionamentos públicos.

Final dos anos 60 e início dos 70, foi o apogeu do instituto. Testemunhei esse período. Ser Guardinha ou Engraxate era a grande satisfação dos pais, pois viam seus filhos ocupados após os horários escolares na área educacional e profissional; além do quê, as comissões das vendas de adesivos, os resultados dos engraxamentos contribuíam muitas vezes com a renda familiar. Vi alguns Engraxates que após um dia de trabalho e com marcas nos braços das pesadas caixas, antes de chegarem em suas casas, paravam nos armazéns e compravam os alimentos para sua família; outros entregavam para suas mães todas aquelas notas manchadas da negra graxa.


Eram coadjuvantes as lojas do Marreta, onde tinham os tecidos dos uniformes, e a do senhor Arnaldo, com os materiais dos engraxates.

Um episódio a parte. A polícia da época procurava inibir os chamados vendedores de quadrinhos que praticavam uma venda ilícita de cartões postais. Por ocasiões os Guardinhas fardados acompanhavam os policiais e voltavam vangloriosos para suas casas crentes que eram eles que tinham colocado em fuga os malandros.

Paralelamente com as atividades profissionais, acorria a formação religiosa e a Musical, dando origem a vencedora de dezenas de troféus na região e estado: a inesquecível Banda da Guardinha de Aparecida. Nas manhãs de quinta feira, era sagrado, os músicos mirins da Guardinha tinha também a responsabilidade de tocar na abertura da tradicional missa do Santíssimo.

Podemos dizer que Banda da Guardinha teve descendência musical da “Banda do Pe. Fré”.

Importante participação desse Redentorista. Pe. Pedro Fré, hoje Dom Fré, incentivador musical das crianças da época, criando a primeira banda com juvenis para apresentações religiosas que durou curto tempo, cujos instrumentos foram para Banda da Guardinha. Os músicos que compunham a Banda do Pe. Fré foram os primeiros instrutores musicais, a exemplo do saudoso Pedro Aparecido Barreto

(O soldado Barreto).

Tempos depois, outras pessoas instruíram musicalmente os adolescentes. Tenho em minha lembrança o sr. Miguel Chad, que, numa manhã típica de vestibular musical, disse para alguns meninos, que queriam tocar na banda da guardinha.

- Vamos, garoto. Toque seu instrumento.

Faltou fôlego para a corneta de FÁ ou de Sí. Foi aí que o um magro garoto percebeu que seu instrumento preferido seria o violão...

Ao final de tarde, aconteciam os ensaios e ecoavam pelos morros de Aparecida a sonoridade marcial e outras melodias.

No dealbar dos dias festivos acontecia a epopéia, quando os meninos queriam ser heróis do desfile cívico com as balizas abrindo alas para a Banda da Guardinha sonorizar as ruas e as ladeiras de pedras aparecidenses. Os passos e compassos. O Divino. Uma manta asfáltica e mantra azul ainda os guardam.

Hoje, para alguns, quando descem a curta ladeira Monte Carlo onde era a sede, e antes de seu final olham à direita, e avistam além dos portões, onde está o Senhor frente à continência de Betinhos, Getúlios, Ivans, Tiaias , Zé Carlos e tantos meninos sorrindo e acenando esperando seus regressos...

Mas o tempo passa e, como reflexo da boa educação e assistência infantil, geraram-se profissionais bem sucedidos, empresários, tenentes, professores, motoristas exemplares, engenheiros, gestores municipais, policial rodoviario, comerciantes responsáveis, pais de família e bons profissionais em várias atividades. Alguns tiveram outros destinos.

Outros são jornalistas e contadores de histórias... Guardiões com o escudo em forma de impresso e fotos de um tempo que hoje é pura memória e saudade!

E a batalha continua:

“Pelotão em frente!!”

sábado, 18 de setembro de 2010

Aparecida recebe Ambulância U.T.I.

Texto:Assessoria de comunicação - Prefeitura de Aparecida.
Foto:Harley Diniz, Pres da Cãmara, Jor. Mácio Moraes, Rosemiria Siqueira e pref. Márcio Siqueira
Pleiteada por ocasião da inauguração da Padaria Artesanal, junto ao empresário e jornalista, Marcio Moraes, quando também visitou Aparecida a ex 1ª dama do Estado, Sra. Lú Alckmin, uma Ambulância U.T.I., inclusive para atendimento Neo Natal foi doado por empresários de São Paulo, ante o trabalho de Márcio Moraes que comanda o Programa “Companhia de Viagem”, no canal CNT.

A incorporação da Viatura à Associação de Assistência e Promoção Comunitária de Aparecida, acontece hoje, dia 17 de setembro, sexta feira, às 15.30 horas, defronte ao antigo CIFAC (Mercadão), quando deverão estar presentes, entre outras autoridades e convidados:

O Prefeito de Aparecida, Antônio Márcio de Siqueira, sua esposa, 1ª dama e Presidente do Fundo Social de Solidariedade, Rosimira Cristina de Castro Siqueira; Presidente do Fundo Social de Solidariedade, Presidente da Câmara Vereador Harlei Diniz; Isabel Cristina Oliveira César Santos, Presidente da Associação que recebe a doação da Ambulância e Secretária Municipal da Família e Bem Estar Social; o empresário e jornalista, Márcio Moraes, que mediante esforços conseguiu essa grande dádiva para a cidade de Aparecida e que receberá a manifestação de profunda gratidão do povo aparecidense, representado por suas autoridades do Executivo e Legislativo.

Considerando-se que somente as cidades de Taubaté e Cruzeiro, no médio Vale do Paraíba, dispõem de uma Ambulância U.T.I já se pode avaliar a enorme demanda que vai existir de parte de comunidades mais próximas de Aparecida, como Potim, Roseira, Piquete, Lagoinha e outras da região.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Aparecida terá Seminário Regional sobre Recursos Hídricos - Tema: Rio Paraíba Pede Socorro- Enchentes

A Prefeitura de Aparecida, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental, o Comitê das Bacias Hidrográficas do rio Paraíba do Sul e a Arquidiocese de Aparecida estão anunciando para esta semana, dia 16 de setembro, a partir das 8.00 horas, no recinto da Câmara Municipal de Aparecida, a realização de um “Seminário Regional de Responsabilidade Socioambiental do Vale do Paraíba Recursos Hídricos”.

Participação destacada também do Comitê das Águas de Aparecida; do Movimento de Combate às Enchentes de Aparecida e da Câmara Municipal. Este Seminário pretende dar continuidade às propostas apresentadas na Audiência Pública, realizada dia 17 de agosto último.

Entre outras personalidades, autoridades e entidades ligadas ao tema, estão sendo aguardadas as presenças de S. Exa. Dom Raymundo Assis, Arcebispo de Aparecida; da A.N.A.- Agência Nacional de Água; do CEIVAP- Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul; do CODIVAP; DAEE- Departamento de Água e Energia Elétrica (do Estado); DNPM- Departamento Nacional de Produção Mineral e ainda:

SINDAREIA - Sindicato da Indústria de Extração de Areia do Estado de S.Paulo; Defesa Civil do Estado de S. Paulo; SAAE - Serviço Autônomo de Água e Esgotos de Aparecida e de Guaratinguetá; Prefeitos e Câmaras Municipais da Região.

O referido Seminário fiscalizará, com prioridade os problemas decorrentes do Assoreamento total da calha do rio Paraíba; a Derrubada de sua Mata Ciliar e o crescimento desordenado dos Municípios da Região, com invasão de áreas de mananciais. A problemática das enchentes, sobretudo em Aparecida e Guaratinguetá, terá enfoque especial.

A informação acima é da assessoria de comunicação da prefeitura de Aparecida.


Comentário - Mais do que olhar para o interesse particular, desse ou daquele setor, fugir da discussão em busca da solução, até mesmo culpar algum setor de plantão. Desperta regionalmente a consciência que o problema é de todas cidades da região, que estão envolvidas pelo rio.

Rio, o qual é grande aliado com sua abundância de água para o abastecimento e que a solução para o equilíbrio devera vir de forma macro em que os governos estadual e federal não podem descuidar. Melhor prevenir do que remediar.
As futuras gerações agradecerão.
Reinaldo Cabral
Outras noticias relacionadas ao tema  www.jornalanteriores.blogspot.com

Arte em muros na entrada de Aparecida.

A Academia Happy Day de Aparecida, com a consciência do melhor paisagismo em muros do seu prédio, convidou artistas da região para criarem...

Lançamento do Livro "Pelos Caminhos da Estrada Real"